Telefone sem fio/estragado: um balanço

 

Buscando produzir uma ação que interrompa (simbólica e factualmente) os elos da transmissão parafrástica dos lugares comuns da historiografia modernista, o Grupo de Estudos da Deriva realizou nos dias 17 e 18 de maio, no Instituto de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, um jogo de telefone sem fio/estragado com “O Movimento Modernista”, conferência de Mário de Andrade proferida em 1942 e base da história monumental do modernismo paulista/brasileiro (ver post anterior neste site).

Como o Grupo já tinha atestado em ação prévia, o logos não é facilmente desmobilizável – seja embaralhando um texto, como já foi tentado (https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.v1i26p190-209), seja transmitindo-o num circuito pensado para o deturpar, como foi o caso agora. À questão do logocentrismo, somam-se também questões de ordem tecnológica, e os resultados obtidos foram variáveis, desde trechos pouco alterados no fim da cadeia de transmissão telemática-sussurrante até trechos com sentido bastante deturpado. O texto final completo será publicado em momento oportuno. Continue reading

O design do IEB por Ana Sabino: 2014-2021

AnaSabino-PB

O colóquio DESBUNDADOS E PORRALOUCAS incluirá, na sua programação paralela, uma exposição dos cartazes elaborados por Ana Sabino para o Instituto de Estudos Brasileiros no período de 2014 a 2021. A exposição será inaugurada na manhã do dia 20, com a presença da designer. Para essa exposição, Ana Sabino escreveu um texto que transcrevemos aqui:

O MODELO

[modelo de cartaz com grelha visível— Hilda]

Foi no dia 24 de novembro de 2014 que nasceu o primeiro cartaz, o cartaz-modelo, anunciando um curso de Tupi moderno. Limpo, escorreito, com espaço para texto numa grelha suficientemente flexível para futuras variações, dando primazia à imagem, em baixo, num formato quadrado. Com cor, mas apenas uma. Não só por uma questão de parcimónia — mais até por uma questão de força. A realidade em volta do cartaz terá todas as cores; restringir essa oferta é uma forma de destacar (separar, distinguir) o que está dentro do cartaz daquilo que está fora. Além de que dá imenso jeito para disfarçar a eventual falta de qualidade em futuras imagens… que é algo sempre previsível neste tipo de trabalhos. 

Nasceu apressado, mas veio em bom dia. Ao longo das suas multiplicações foi-se ajustando aos vários conteúdos, à disponibilidade das imagens, ao tempo e disposição da designer. Como constante, uma encomenda sempre respeitosa, estruturada, clara e não raramente criativa e estimulante — atributos que qualquer designer dá graças por ter numa encomenda. Foram essas características, sem dúvida, que mantiveram esta troca durante sete anos, entre 2014 e 2021.  Continue reading

O Movimento Modernista, telefone sem fio/telefone estragado

Sala do Instituto de Estudos Brasileiros/Universidade de Coimbra
17 e 18 de maio/2022
a partir de 12:30 (PT), 8:30 (BR)
Streaming ao vivo:
https://bit.ly/3yI5aso

Proposição

“O Movimento Modernista”, conferência proferida por Mário de Andrade em 1942 e publicada em livro no mesmo ano (depois reunida em Aspectos da literatura brasileira), forma e informa o que se entende por “modernismo brasileiro”, constituindo mesmo a doxa da modernidade artística e literária do início do século XX no Brasil. É possível dizer que se trata de peça-chave da história, da historiografia, da mitologia e da mitografia do modernismo brasileiro. Além disso, o texto organiza um conjunto de critérios, já originalmente normativos, para a criação e avaliação de uma cultura nacional (com pretensão universalista). Sem que o texto seja explicitamente referido, seus argumentos principais estão sempre presentes tanto em manuais e em discursos normalizadores a respeito do modernismo brasileiro quanto em discursos críticos de reavaliação. Aliás, o texto inaugura a prática (apenas aparentemente paradoxal) da comemoração triunfalista do modernismo por meio de sua reavaliação crítica, o que pode ser observado agora em curso durante as celebrações do centenário da Semana de Arte Moderna. O propósito desta performance é substituir esse jogo de cartas marcadas por um outro jogo. Um que faça com que o texto continue sendo repetido, mas agora com ruídos e deturpações. A ideia é instaurar artificialmente uma situação na qual o texto circule à deriva, em contraposição à sua normalização parafrástica. Inspirando-se em um dos Jogos de arte de Regina Silveira da década de 1970 (mais precisamente a ação Jogo do segredo – alterações em definições de arte, realizada em 1977 no MAC/USP), propõe-se um jogo de telefone sem fio com o texto integral da conferência de Mário.

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Desbundados e Porraloucas: Programa do colóquio

Publicamos hoje o PROGRAMA do colóquio DESBUNDADOS E PORRALOUCAS. A CONTRACULTURA REVISITADA.

O colóquio terá lugar na sala do IEB-FLUC nos próximos dias 19 e 20 de maio.


Dia 19 de maio


9h30m: ABERTURA

9h45m: Marcelo Moreschi: “PanAmérica: epopeia maquinal-alucinada”

10h10m: Steve Wilson: “’The subway is not the underground’: some coordinates for counterculture in the United States of America”

10h35m: Pedro Serra: “California Trip. Vindicação de Maria José Ragué Arias”


[Pausa para café]


11h30m: Keissy Carvelli: “Minha classe gosta logo é uma bosta: sístole e diástole em romance inacabado de Paulo Leminski”

11h55m: Gustavo Rubim: “Enciclopédia da cuca fundida: anotações a fugir do Catatau em época de solenidades joyceanas” Continue reading

Desbundados e Porraloucas: uma descrição

Publicamos hoje o texto de referência do colóquio DESBUNDADOS E PORRALOUCAS. A CONTRACULTURA REVISITADA, que terá lugar na sala do IEB-FLUC nos próximos dias 19 e 20 de maio.

A Contracultura Revisitada

Numa das suas várias tentativas de concetualização do fenómeno da contracultura, o brasileiro Luiz Carlos Maciel analisa a sua “evolução interna” nos termos de uma passagem do hedonismo à politização e, por fim, ao misticismo profético, o que mostra bem a dificuldade de descrição de um fenómeno que, na sua diversidade, pôs o acento tónico mais na investigação subjetiva e nas mudanças globais de costumes (culturas do corpo e do sexo, demandas identitárias e multiculturais, direitos civis e de minorias, consumo de drogas, etc.) do que na crítica da sociedade de classes e da estrutura de poder. O pano de fundo histórico deste processo é, de resto, conhecido: anos 60, reação ao consenso da sociedade do consumo do pós-guerra, produção de alternativas comunitárias, desencanto político com as referências dos dois blocos da Guerra Fria, a revolta que explode em maio de 68. No Brasil, a década de desenvolvimentismo, cujo ícone maior será Brasília, dissocia-se progressivamente da ideia de democracia a partir de 1964, enquanto na Península Ibérica as ditaduras se prolongam sem fim à vista, no caso português com a guerra colonial em África que condena toda uma geração. Continue reading

Desbundados e Porraloucas. A Contracultura Revisitada no IEB

Porraloucas-cartaz

Nos dias 19 e 20 de maio próximo terá lugar no Instituto de Estudos Brasileiros da FLUC um colóquio internacional com o título DESBUNDADOS E PORRALOUCAS. A CONTRACULTURA REVISITADA. Com um foco na situação brasileira entre os anos 60 e 70, o colóquio terá, contudo, um perfil comparatista, abordando a contracultura em países como os EUA, a Espanha ou Portugal e interrogando atitudes constantes e ocorrências anteriores e posteriores, nomeadamente no universo da cibercultura.

Participarão no colóquio os seguintes docentes e investigadores: Alcir Pécora (UNICAMP, Brasil) [por Zoom], Alva Teixeiro (Universidade de Lisboa), Bruno Fontes (Materialidades da Literatura), Diogo Marques (IELT-NOVA-FCSH), Ernest Bowes (Centro de Literatura Portuguesa), Fernando Guerreiro (Universidade de Lisboa), Graça Capinha (Universidade de Coimbra), Gustavo Rubim (IELT-NOVA-FCSH), Gustavo Silveira Ribeiro (UFMG, Brasil), Jorge Louraço Figueira (ESMAE), Keissy Carvelli (UNESP-Assis, Brasil), Marcelo Moreschi (UNIFESP, Brasil), Nuno Neves (Centro de Literatura Portuguesa), Osvaldo Manuel Silvestre (Universidade de Coimbra-IEB-CLP), Pedro Serra (Universidade de Salamanca, Espanha), Rita Marrone (Centro de Literatura Portuguesa), Stephen Wilson (Universidade de Coimbra), Vincenzo Russo (Universidade de Milão, Itália).

O programa do colóquio será anunciado em breve. O colóquio será presencial e terá lugar na sala do instituto de Estudos Brasileiros da FLUC. Serão atribuídos certificados de presença.

O cartaz do evento é de Thales Estefani.

Maria Serena Felici na FLUC: traduzir “Esaú e Jacó” para italiano

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Maria Serena Felici, professora adjunta em língua portuguesa e culturas e literaturas lusófonas na Università degli Studi Internazionali di Roma (UNINT), dará amanhã uma aula na FLUC com o título “Traduzir história e literatura: Esaú e Jacó de Machado de Assis”. Maria Serena Felici é Doutora em Lingue, Letterature e Culture Straniere pela Università Roma Tre, com tese sobre Eça de Queirós. É autora dos volumes Alla periferia del progresso. Le correnti politiche ottocentesche in Eça de Queirós e Leopoldo Alas ‘Clarín’ (Sette Città, 2019) e Lusitania. Roma nella letteratura portoghese e brasiliana del Novecento (Edilazio, 2020), de traduções do português para o italiano e de vários estudos queirosianos. Faz parte do Grupo Eça (Brasil), do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias), do AISPEB (Associazione Italiana Studi Portoghesi e Brasiliani), do Observatório da Língua Portuguesa e de vários outros grupos de investigação e é professora visitante na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Os seus estudos visam aprofundar a língua portuguesa e as literaturas lusófonas dos séculos XIX, XX e XXI.

Na sua aula sobre Esaú e Jacó, obra publicada por Machado de Assis (1839-1908) em 1904, quatro anos antes da sua morte, explorará as personagens dos dois irmãos, Pedro e Paulo, que nascem a 7 de abril de 1870, aniversário da abdicação de Dom Pedro I em favor de seu filho Dom Pedro II, e cuja biografia se desenvolve em redor da história do Brasil: a transição do império para a república, a emancipação dos escravos, o Encilhamento e todos aqueles traços culturais que determinam e modificam os acontecimentos históricos. Como será a tradução para uma língua e uma cultura estrangeira de uma obra tão profundamente nacional?

A aula da Professora Maria Serena Felici terá lugar na Sala do ILLP, no 7º piso, entre as 16h e as 18h.

80 anos do Instituto de Estudos Brasileiros da FLUC

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No próximo dia 15 de dezembro, na sala do Instituto de Estudos Brasileiros, serão assinalados os 80 anos do IEB. Criada em 1925, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a então chamada Sala do Brasil viria a ser renomeada em 1941 como Instituto de Estudos Brasileiros, vindo depois a ocupar com esse nome um espaço no novo edifício inaugurado em 1951. Por ocasião dos seus 80 anos, vários especialistas interrogarão o estado e a história dos estudos brasileiros em Portugal e na Europa, com especial incidência nas questões de língua, literatura e cultura.

Participam no evento, que se iniciará pelas 14h, Abel Barros Baptista e Clara Rowland [FCSH-UNL], Carlos Mendes de Sousa [ILCH-UMinho], Joana Matos Frias [FLUL], Pedro Serra [USalamanca]. E ainda, pela FLUC, Graça Rio-Torto, Maria Aparecida Ribeiro e Osvaldo Manuel Silvestre.

O cartaz e o programa do evento podem ser vistos aqui.

Serão atribuídos certificados de presença.

Link zoom para a parte do evento que será transmitida online, a partir das 16h15m: https://videoconf-colibri.zoom.us/j/88071646762?pwd=M0drdXpHOGZ3VldUNHJtQS9JK01oZz09

Gustavo Silveira no IEB

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GUSTAVO SILVEIRA, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) dará, nos próximos dias 7 e 9 de dezembro, um curso breve no Instituto de Estudos Brasileiros com o título “Do não-objeto às poéticas da expansão: modulações performáticas”, a partir da obra de Paulo Brusky, Lenora de Barros, Ricardo Aleixo e Marília Garcia.

Gustavo Silveira é professor do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários da UFMG (PosLit). É autor de livros sobre Graciliano Ramos, Age de Carvalho, Roberto Bolaño e poesia brasileira contemporânea. Editou, entre 2015 e 2021, a revista Cadernos Benjaminianos (UFMG). Edita atualmente, com Daniel Arelli e Victor da Rosa, a Ouriço – revista de poesia e crítica cultural.

As sessões ocorrerão entre as 14h e as 18h e terão lugar na sala do Instituto de Estudos Brasileiros da FLUC. Serão atribuídos certificados de participação. Mais informação sobre o curso aqui.

Acesso Zoom para a sessão de dia 7 de dezembro:
https://videoconf-colibri.zoom.us/j/87569335669?pwd=a3c0eExJanVpSzRERmVXR0FTc0NGdz09

ID da reunião: 875 6933 5669
Senha de acesso: 496992

Acesso Zoom para a sessão de dia 9 de dezembro:
https://videoconf-colibri.zoom.us/j/82128902353?pwd=UHhCNmxtSGlYWEQ3MCsyUEpPQTVHUT09

ID da reunião: 821 2890 2353
Senha de acesso: 201661

Projeto em curso: Keissy Carvelli

KC

Keissy G. Carvelli dará na próxima quarta-feira, dia 24 de novembro, pelas 14h, uma conferência no IEB, com o título “Três ‘Minifestos’ de Paulo Leminski: o fim das vanguardas ou o início da ‘vulgarda'”. A conferência insere-se na iniciativa conjunta entre o IEB e o Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura, Works in Progress / Projetos em Curso, que visa apresentar trabalhos de pesquisa por pessoas com projetos de doutoramento em curso e que cruzem ambas as áreas.

Keissy G. Carvelli é doutoranda do Programa de Pós-graduação em Letras, pela Universidade Estadual Paulista “Júlio Mesquita Filho” (Unesp/Assis). Desenvolve pesquisa intitulada “A língua como um problema crítico em Ensaios e Anseios de Paulo Leminski”, encontrando-se num período de residência no Programa de Pós-graduação em Literatura de Língua Portuguesa da Universidade de Coimbra, através do Programa de Internacionalização da Capes (Capes PrInt), e em diálogo com o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de Coimbra. Mais informação aqui.

“As escritas de si na crítica contemporânea de poesia”, por Diana Klinger

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Na próxima sexta-feira, dia 16 de abril, entre as 14h e as 16h, a Professora Diana Klinger, da Universidade Federal Fluminense (Niterói), dará uma palestra sobre o tema “As escritas de si na crítica contemporânea de poesia”. A palestra ocupará o espaço de uma sessão do seminário de Literatura Brasileira, no mestrado em Literatura de Língua Portuguesa, da FLUC. Deixamos aqui o resumo da palestra:

Como situar as leituras da relação entre poesia e subjetividade no contexto contemporâneo, atravessado pelas demandas identitárias e disputas pelo reconhecimento e a legitimidade de diferentes “lugares de fala”? A proposta é pensar esta relação a partir dos debates em torno da autonomia/ pós-autonomia da literatura, que retomam as ideias de  “poesia pura” ou “hermética”,  e de “paixão pelo Real”.

Diana Klinger é professora de Teoria da Literatura na Universidade Federal Fluminense.  É pesquisadora  do CNPq e coordena, junto a Célia Pedrosa, o grupo de pesquisa “Pensamento teórico crítico sobre o contemporâneo”. É autora dos livros Escritas de si, escritas do outro. O retorno do autor e a virada etnográfica (7 Letras, 2007, 2012) e Literatura e ética, da forma para a força (Rocco, 2014), e co-autora do Indicionário do contemporâneo (EdUFMG, 2018).

A sessão poderá ser acompanhada neste endereço zoom:

https://videoconf-colibri.zoom.us/j/85489544021?pwd=cmsxV1Jha0p6K21YYkxNVjl4Y3QvUT09

Serão atribuídos certificados de participação.

“Contornos humanos: primitivos, rústicos e civilizados em Antonio Candido”, por Anita de Moraes

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Na próxima quarta-feira, dia 7 de abril, entre as 17h e as 19h, a Professora Anita de Moraes, da Universidade Federal Fluminense (Niterói), dará uma palestra sobre o tema “Contornos humanos: primitivos, rústicos e civilizados em Antonio Candido”. A palestra ocupará o espaço de uma sessão do seminário de Tópicos de Pesquisa em Literatura Brasileira, no doutoramento em Literatura de Língua Portuguesa.

Anita Martins Rodrigues de Moraes é professora de Teoria da Literatura na Universidade Federal Fluminense (UFF). Os seus interesses de pesquisa voltam-se para as literaturas de língua portuguesa e envolvem as relações entre literatura, antropologia e os estudos pós-coloniais. De entre as suas publicações, destacam-se os livros O inconsciente teórico: investigando estratégias interpretativas de Terra sonâmbula, de Mia Couto (São Paulo: Annablume/FAPESP, 2009), Para além das palavras: representação e realidade em Antonio Candido (São Paulo: Editora da Unesp, 2015) e a antologia O Brasil na poesia africana de língua portuguesa (São Paulo: Editora Kapulana, 2019), elaborada em parceria com Vima Lia Martin (USP). Recentemente organizou, com Marcos Natali (USP), Marcelo Moreschi (Unifesp) e Lucia Ricotta (Unirio) o dossiê “Estranhando a teoria empenhada de Antonio Candido”, publicado no número 26 da revista Criação & Crítica (USP).

A sessão poderá ser acompanhada no seguinte endereço zoom: https://videoconf-colibri.zoom.us/j/86503134246?pwd=MDRNczUyNkxIUG5taE9aWldqUXBxUT09

Serão atribuídos certificados de participação.

“Manuel Bandeira e o Espírito do Haicai”, por Paulo Franchetti

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Na próxima sexta-feira, dia 19 de março, entre as 14h e as 16h, no âmbito da disciplina de Literatura Brasileira do mestrado em Literatura de Língua Portuguesa, o Professor Paulo Franchetti, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), dará uma aula aberta sobre “Manuel Bandeira e o Espírito do Haicai”. O Professor Paulo Franchetti comentará alguns aspetos da obra e da figura autoral de Manuel Bandeira a partir dos valores éticos e estéticos da arte do haicai.

O professor Paulo Franchetti é um dos grandes nomes da universidade brasileira na área dos estudos literários, sendo um especialista na literatura dos séculos XIX e XX. É também autor da edição crítica de Camilo Pessanha e um orientalista reputado, sendo co-autor de uma antologia referência de haicai. Nos últimos anos, o Professor Paulo Franchetti realizou conferências e cursos intensivos no Instituto de Estudos Brasileiros da FLUC, tendo ainda integrado durante vários anos a Comissão de Avaliação Externa do programa de doutoramento em Materialidades da Literatura.

A aula poderá ser seguida neste endereço zoom:

https://videoconf-colibri.zoom.us/j/83291390983?pwd=R2xGWGVTNGtPcE1YNUFOT1NoT0JOdz09

Revisitar o Brasil com Eduardo Lourenço

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Eduardo Lourenço deveria ter participado numa sessão do Instituto de Estudos Brasileiros da FLUC em 2016, mais propriamente no dia 18 de maio, pelas 16h. Cabia-lhe inaugurar uma iniciativa, que se deveria prolongar pelos anos seguintes, intitulada “Revisitar o Brasil”, que um texto programático descrevia assim:

A iniciativa «Revisitar o Brasil» consiste numa série de conversas, para as quais são convidadas pessoas que podem ter ou não um conhecimento direto da realidade brasileira, mas que se dedicam a áreas que, num ponto ou noutro, solicitam uma reflexão sobre o Brasil ou sobre o impacto do Brasil na arte, na cultura ou no pensamento. No fundo, estará em causa, mais do que saber o que é o Brasil, pensar o impacto do Brasil em nós, ativando um regime de crítica das suas representações e contribuindo assim para uma pedagogia da estranheza desse grande país.

As sessões terão sempre lugar na sala do IEB (lotação máxima de 30 lugares) e serão registadas em vídeo.

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Conferência de Zaira Turchi no IEB

Foto Zaira

Maria Zaira Turchi, Professora Titular da Universidade Federal de Goiás, fará no próximo dia 31 de janeiro, pelas 10.30h, na sala do Instituto de Estudos Brasileiros, uma conferência cm o título “Os estudos de literatura na ciência brasileira”. A Professora Zaira Turchi foi presidente da FAPEG – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás; Presidente do CONFAP – Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa. Atualmente, é Diretora de Infraestrutura de Pesquisas e Políticas de Formação e Educação em Ciência do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC/Brasil). Mais informação aqui.

Conferência de Solange Fiuza no IEB

Solange Fiuza

Solange Fiuza fará, no próximo dia 3 de dezembro, entre as 16h e as 18h, uma conferência sobre “A revista O Cavalo de todas as Cores: critério político”. A conferencista é é Professora titular da Universidade Federal de Goiás, onde atua desde 2002 e é coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística. Doutorou-se em Literatura Brasileira na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2000). Coordenou o projeto Poesia Brasileira Contemporânea e Tradição, financiado pela FAPEG, e atualmente desenvolve, com bolsa PQ do CNPq, o projeto Edição Comentada da Correspondência entre João Cabral de Melo Neto e Alberto de Serpa & Estudos críticos.

A conferência versará o único número, editado em Barcelona, em prensa manual, de O Cavalo de Todas as Cores, revista  organizada pelo poeta brasileiro João Cabral de Melo Neto e pelo português Alberto de Serpa. Considerada isoladamente, o maior interesse dessa revista para a crítica brasileira parecia residir em ter sido ela editada por um dos maiores poetas brasileiros. Mas existe uma correspondência ainda inédita trocada entre Cabral e Serpa que talvez ajude a ressignificar a importância dessa pequena publicação. Mais informação aqui.

Serão atribuídos certificados de presença.

“des/empenho”: performance por Marcelo Moreschi

MM

No âmbito das atividades paralelas à estadia de Nuno Ramos em Coimbra, Marcelo Moreschi, Professor na UNIFESP e perfomer, que participará no colóquio “Nuno Ramos e a experiência dos limites”, fará, no dia 27, pelas 16h, no Laboratório de Curadoria do Colégio das Artes, uma performance intitulada des/empenho: 7 definições de performance.

Eis a descrição da performance:

Organizada em fragmentos numerados de textos e imagens, próprios e desviados, des/empenho: 7 definições de performance é uma palestra-performance a respeito da arte da performance que explora a polissemia dos termos “empenho” e “desempenho”. A prática será abordada a partir de noções tais como: transferência, subjetivação voluntária, autoexposição radical, êxodo para o campo aberto, mixigne, limite arte-vida, jogo da guerra e lacração. Ao longo da apresentação do texto coreografado, sete definições conflitantes de performance serão apresentadas com o auxílio de objetos, cartazes e meu sintoma minha vida.

Texto e performance: Marcelo Moreschi (professor de teoria literária e literatura brasileira na Unifesp, coordenador do Grupo de Estudos da Deriva)

Direção e coreografia: Juliana Moraes (professora de dança na Unicamp, bailarina, coreógrafa e diretora.)

O cartaz, da autoria de Marcelo Moreschi, pode ser visto aqui.

Mario Cámara: curso breve no IEB

foto mario camara-cópia

Mario Cámara, professor de estudos brasileiros na Universidade de Buenos Aires, estará na Universidade de Coimbra para participar no colóquio Nuno Ramos e a experiência dos limites, lecionando na semana seguinte no IEB, nos dias 6 e 7 de março, um curso breve intitulado “O que o tempo traz: memórias e histórias em Rosângela Rennó e Veronica Stigger”. O curso é uma iniciativa conjunta do Instituto de Estudos Brasileiros e do Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura.

Mais informação sobre o curso e o autor pode ser encontrada aqui. Os interessados devem inscrever-se no curso, de modo a poderem receber com a devida antecedência a bibliografia fundamental. Serão atribuídos certificados de presença.